Thursday, March 10, 2005

Alta Fidelidade

Alta Fidelidade é um belo filme de 2000. Vi duas vezes no cinema, tenho em DVD e me orgulho de ter me apaixonado antes mesmo de ver a primeira sessão. Stephen Frears adapta o livro de Nick Hornby para Chicago onde o dono de brechó de LPs Rob Gordon (John Cusack) faz um balanço da sua vida da mesma maneira que classifica suas músicas prediletas (ou não). Um "top 5 most memorable breakups". Para quem curte Pop Music e um romance leve e inteligente, vale a pena.Mas o filme me veio a cabeça pois recentemente achei uma ex-namorada no orkut, comentei com um amigo em comum (que eu não sabia que era em comum) e eis que anos depois ela me liga. Tenho que frisar que ela era inteligente, linda, sensivel, amável, honesta, etc... E eu? O perfeito idiota latino-americano (thanks Montaner e Llosa). A primeira coisa que pensei ao ver a chamada perdida foi que iria levar um puxão de orelhas. Conversei com um amigo (que a conhece) e uma amiga (que me conhece e muito) e ambos discordaram veementemente. Ela é inteligente, sensata, brilhante e nunca iria depois de milhares de anos me ligar para brigar. Daí a pergunta: por que me ela ligou? Incorporei o Jack Ryan (The Hunt For The Red October) e mandei via internet um sinal. Um aceno de paz. Digo que anos depois aprendi a diferenciar paixão de amor. Fico feliz em saber que ela é a pessoa brilhante que achei que ela seria (quer amor mais verdadeiro que esse?). E o resto o destino decide, ele nos fez felizes em nossos caminhos. Me lembro de lhe ter dado um cartão citando o título brasileiro do filme "84 Charing Cross Road". Hoje colocaria "mais" depois do "Nunca" e "finalmente" no lugar de "sempre".Seria a expressão da verdade, de pelo menos a minha verdade.

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