Tuesday, July 31, 2007

Oscar Maroni tem razão!

Em reportagem ao site do provedor Terra o empresário Oscar Maroni que constroi um hotel de vários andares na reta da pista de Congonhas se defende. (http://terramagazine.terra.com.br/interna/0,,OI1797070-EI6578,00.html).

Concordo com ele. E com todos os empreiteiros que constroem torres ao lado deste e de outros aeroportos.

A culpa não é dos politicos.

A culpa é de quem compra estes apartamentos e se hospeda nestes hoteis.

Sem demanda não há oferta.

Tuesday, July 24, 2007

Mail para Senador Cristovam Duarte

Estimado Senador.

Escrevo esta mensagem para manifestar preocupação sobre suas declarações de que a crise do Aviação Civil demonstra o estado de penúria das Forças Armadas.

Em primeiro lugar a aviação civil é assunto sob a gestão dos ministérios dos transportes ou da área econômica.

Logo a relação da crise da aviação se dá em função de um desvio da nossa burocracia, pois transporte de passageiros e defesa da soberania são assuntos que não são pertinentes a uma mesma pasta.

Deveria o senador se concentrar, a meu ver em dois aspectos:

1) O Brasil é o único país de porte no qual o parlamento (Senado ou Câmara) no qual a Defesa não tem uma comissão permanente EXCLUSIVA. Defesa e Relações Exteriores tem interfazes mas são diferentes.

2) O Brasil deveria imitar o Canadá (cuja modelo de aviação civil lembra o nosso) o valor das taxas aeroportuarias tem destino certo.
- Uma fatia para a agencia reguladora (Aqui ANAC).
- Outra pro terminal de carga e passageiros (Aqui Infraero).
- Outra para as atividades de prevenção e investigação de acidentes (Aqui CENIPA)
- E finalmente a parte para o controle de trafego aéreo (Aqui o DECEA)

Foram arrecadados ano passado mais de dois bilhões só em taxas de embarque.

Entretanto a fatia do controle de trafego aéreo foi desviada para construção de terminais.

Com orçamentos próprios para cada órgão, inibir-se-á a corrupção e se dará aos gestores automia e folego para ações de médio e longo prazo.

Cabe ao Senado cuidar de como nosso dinheiro é aplicado.

Grato.

Alexandre

Ministerio da Defesa

Uma das coisas mais peculiares do Brasil é o total desprezo por pastas que em outros países se reserva à Elite Política: Defesa, Justiça e Relações Exteriores.
O desprezo é tanto que que no congresso que Defesa e Relações Exteriores estão em uma mesma comissão.
A Justiça (Chamada de Interior em outros países) ao invés de comandar a capacidade do Estado de fazer cumprir as leis (enforcement), coletar informações e zelar pela segurança pública se dedica que vão "Da Toga a Tanga".
Afinal, porque a FUNAI (Fundação Nacional do Indio) fica no ministério da Justiça????
O Ministério da Defesa só ganhará credibilidade quando deixar de executar tarefas que cabem em outros paises ao Ministro dos Transportes (Aviação Civil e Navegação), Energia (Enriquecimento de Urânio), Justiça (Fronteiras e Controle de Armas) e Lançamento de Foguetes (Ciência e Tecnologia).
Deve focar suas atividades na defesa territorial e principalmente unificar o seu planejamento.
Como reclamar de falta de verbas possuindo três academias militares, três sistemas hospitalares, 4 tipos de carros de combate e 2 tipos de fuzis?
Ou investindo em equipamentos dos quais não precisamos como submarinos nucleares ou porta-aviões e quarteis por todo o território nacional.
A falta de estratégia condena qualquer organização a morte. A Defesa Nacional não é diferente.

Friday, July 20, 2007

Comentario.

Discuto o aplauso ao Cesar Maia e Sergio Cabral pelas pessoas que estavam no Maraca.

Quanto a sua pergunta, digo que já viajei à Belem. 3010km. Brasilia? Umas quatro vezes.Serve?

Fazer boicote é dor. So não sente dor o funcionario publico que faz greve e recebe o salario em dia.

Dono de empresa viaja de jatinho. Os funcionários é que deveriam pressionar.

Os portos são administrados por militares tais quais os aeroportos.Infelizmente não temos muitos Bateau Mouche. Com gente rica e de prestigio morrendo afogados. No Pará volta e meia morrem 80 em uma balsa. Mas são pobres... nada acontece... Acho que a inteligentsia ipanema-leblon nem sabe onde fica o Pará.

Quanto a corrupção, só uma dica.Na ditadura o IPVA se chamava TRU. Taxa Rodoviaria Unica. Por lei as taxas devem ter um destino especifico, como no caso da taxa de Incendio. Ai os brilhantes economistas e os politicos transformaram em IPVA. Os IMPOSTOS podem ser gastos do jeito que o governante quiser. Resultado? o investimento nas estradas caiu de 2% do PIB para 0,2%.

É mole ou quer mais?

Thursday, July 19, 2007

Pacotão pro setor aéreo

A luz do modelo das cinco forças de Porter que medidas poderiam ser aplicados ao setor aéreo no dia de hoje?

Consumidor: Deve ser implementado um novo codigo, inspirado na União Europeia, que regulamente os direitos dos passageiros, inclusive em termos de overbooking.

Fornecedores: Redução das taxas e impostos aeroportuarios e de importação e contratação (leasing) de aviões, querosene de aviação e peças. Todas as ações com contrapartidas pelas empresas.

Produtos Substitutos: Criação de um Trem-Bala Rio São - Paulo e projeto de uso de similares em trechos com menos de 500km que sejam servidos apenas por avião e ônibus.
Rio - BH, São Paulo - BH, São Paulo - Curitiba, etc.. Incentivo ao uso pelo governo e empresas de videoconferência.

Novos entrantes: Introdução do modelo Open Skies para empresas que aceitem conexões entre a região norte e o resto do país. Reformulação da malha aérea excluindo conexões e escalas em São Paulo e Brasilia. Concessão casada de linhas rentáveis (Rio - São Paulo) com linhas deficitárias ( Rio - Manaus). Homologação dos pouso de aviões nos aeroportos para pouso e decolagem considerando o peso máximo ao nível do mar. Isto limitaria o pouso em Congonhas e Santos Dumont de aeronaves até 100 passageiros e abriria espaço para novas empresas.

Competição do setor aéreo: Aumento do limite de capital estrangeiro para 100% em empresas que operem rotas domésticas e 49% para operadoras de rotas internacionais. Desregulamentação do setor.

Caos Aéreo 1

A crise no setor aéreo é a soma de três crises: A da infra-estrutura logística, do Ministério da Defesa e Poder Regulatório no país.
A infra-estrutura logística visa a garantir o transporte e de bens e pessoas de acordo com requisitos de qualidade tais como conveniência e prazo.
Assim, de acordo com a distância e a conveniência há quatro modais possíveis: rodoviário, aéreo, ferroviário e navegação.
Os dois últimos inexistem quando o assunto é transporte de passageiros.
Sobram duas opções: o transporte aéreo e o rodoviário.
O transporte aéreo, em condições normais, se torna viável a partir de 500km de percurso. Logo ao contrário da Alemanha, este modal por aqui é indispensável na maioria dos trechos.
Entretanto os trechos que demandam maior número de passageiros se encontra em um raio de 500km de São Paulo, incluindo Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Curitiba. A estas cidades se soma Brasilia em função de ser a capital.
Mais da metade do mercado, com 80% de passageiros viajando a trabalho. Mercado a busca de prazo e não de custo.
Os trechos maiores (Exemplo: Porto Alegre - Manaus), apresentam pouca demanda e um custo alto.
Somando a necessidade da sociedade de interligar o país e os altos custos da aviação, a estrategia das companhias aéreas é recorrer a concentrar seus vôos em São Paulo, Brasilia e Salvador forçando o consumidor a fazer escalas e conexões nestas cidades a fim de maximizar os seus ganhos.
São Paulo por ser o maior mercado. Brasilia e Salvador pela conveniencia de serem ao mesmo tempo o maior mercado e ser uma passagem das regiões noroeste e nordeste respectivamente.
Além disso, se busca o uso de aviões maiores e de aumentar o tempo de utilização das aeronaves.
Se o setor aéreo cresce 30% ao ano, o fluxo de aviões para as cidades citadas aumenta a uma taxa ainda maior.
Levando-se em conta que os aeroportos levam anos para serem ampliados, o que surgiu? Uma saturação da capacidade de Congonhas e Brasilia, e a marcha neste sentido de Salvador e Cumbica.
Com o agravante de que Congonhas está em uma área residencial e sem pista adequada para receber aviões de grande porte com carga máxima.
Sem alongar a discussão, pousar e decolar em Congonhas se tornou uma atividade de risco devido a pelo menos tres fatores:
a) Inadequação da pista em termos de comprimento.
b) Movimento Excessivo.
c) Àrea densamente povoada.
Quanto ao ítem (b), é possivel esvaziar Congonhas.
40% dos passageiros de Congonhas na verdade não tem partida e destino em São Paulo.
Poderiam usar aeroportos de outras cidades (http://www.daesp.sp.gov.br/aeroportos/aeroportos.htm) ou fazer conexões no Galeão.
Entretanto fazer isso é enfrentar um lobby de pessoas que podem tranquilamente guardar R$ 1,1 milhões, em casa por 19 dias, sem se preocupar com os rendimentos.