Thursday, July 19, 2007

Caos Aéreo 1

A crise no setor aéreo é a soma de três crises: A da infra-estrutura logística, do Ministério da Defesa e Poder Regulatório no país.
A infra-estrutura logística visa a garantir o transporte e de bens e pessoas de acordo com requisitos de qualidade tais como conveniência e prazo.
Assim, de acordo com a distância e a conveniência há quatro modais possíveis: rodoviário, aéreo, ferroviário e navegação.
Os dois últimos inexistem quando o assunto é transporte de passageiros.
Sobram duas opções: o transporte aéreo e o rodoviário.
O transporte aéreo, em condições normais, se torna viável a partir de 500km de percurso. Logo ao contrário da Alemanha, este modal por aqui é indispensável na maioria dos trechos.
Entretanto os trechos que demandam maior número de passageiros se encontra em um raio de 500km de São Paulo, incluindo Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Curitiba. A estas cidades se soma Brasilia em função de ser a capital.
Mais da metade do mercado, com 80% de passageiros viajando a trabalho. Mercado a busca de prazo e não de custo.
Os trechos maiores (Exemplo: Porto Alegre - Manaus), apresentam pouca demanda e um custo alto.
Somando a necessidade da sociedade de interligar o país e os altos custos da aviação, a estrategia das companhias aéreas é recorrer a concentrar seus vôos em São Paulo, Brasilia e Salvador forçando o consumidor a fazer escalas e conexões nestas cidades a fim de maximizar os seus ganhos.
São Paulo por ser o maior mercado. Brasilia e Salvador pela conveniencia de serem ao mesmo tempo o maior mercado e ser uma passagem das regiões noroeste e nordeste respectivamente.
Além disso, se busca o uso de aviões maiores e de aumentar o tempo de utilização das aeronaves.
Se o setor aéreo cresce 30% ao ano, o fluxo de aviões para as cidades citadas aumenta a uma taxa ainda maior.
Levando-se em conta que os aeroportos levam anos para serem ampliados, o que surgiu? Uma saturação da capacidade de Congonhas e Brasilia, e a marcha neste sentido de Salvador e Cumbica.
Com o agravante de que Congonhas está em uma área residencial e sem pista adequada para receber aviões de grande porte com carga máxima.
Sem alongar a discussão, pousar e decolar em Congonhas se tornou uma atividade de risco devido a pelo menos tres fatores:
a) Inadequação da pista em termos de comprimento.
b) Movimento Excessivo.
c) Àrea densamente povoada.
Quanto ao ítem (b), é possivel esvaziar Congonhas.
40% dos passageiros de Congonhas na verdade não tem partida e destino em São Paulo.
Poderiam usar aeroportos de outras cidades (http://www.daesp.sp.gov.br/aeroportos/aeroportos.htm) ou fazer conexões no Galeão.
Entretanto fazer isso é enfrentar um lobby de pessoas que podem tranquilamente guardar R$ 1,1 milhões, em casa por 19 dias, sem se preocupar com os rendimentos.

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